sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
COTIDIANO
É chegado o tempo do qual se falou,
quando já nem se pode ver o azul do céu
que dirá dizer: “meu Deus!”
E não só o amor resultou inútil,
mas todo o sentir do coração dos homens,
senão a angústia e a vergonha
de ser humano e desumano
num mesmo átimo de segundo.
Já não há lágrima, nem gesto, nem riso!
quando os olhos mal dão conta de ver
a vida relegada a reles preço.
As mãos, ora tecem o rude trabalho
ora fustigam, ora lavam o sangue...
e a boca já não vai além das subjetividades.
É chegado esse tempo!
o hoje se faz concreto
sob a vaidade e a leviandade
de uma nobreza carente de valores,
enclausurada em sua magnitude
de poder decidir sobre a vida e a morte
dos que pecam por não ser um deles,
enquanto o mar vai e vem a cada assinatura.
Clemilton Barros
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Olhando as borboletas
Veja as margaridas
e as cores refletindo
veja o horizonte anoitecendo.
Veja as borboletas
e as cores do crepúsculo
que o tempo vai aos poucos recolhendo.
Olho para mim
e só vejo nós dois o tempo todo
os nossos olhos na imensidão
E brinco de pensar
que as cores do horizonte são suas faces
e seus cabelos nuvens de algodão!
Saíamos por aí
olhando as borboletas
pintando horizontes
tecendo ilusões
até nossos bebês já tinham nomes!
e as cores refletindo
veja o horizonte anoitecendo.
Veja as borboletas
e as cores do crepúsculo
que o tempo vai aos poucos recolhendo.
Olho para mim
e só vejo nós dois o tempo todo
os nossos olhos na imensidão
E brinco de pensar
que as cores do horizonte são suas faces
e seus cabelos nuvens de algodão!
Saíamos por aí
olhando as borboletas
pintando horizontes
tecendo ilusões
até nossos bebês já tinham nomes!
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
APARATO
A vida nos reservou
um pouco de eternidade
um canto, um riso, um sossego
um segredo, vaidade
um quê de quê de tão belo
um sentimento sincero
calmaria, tempestade.
Se esse amor não é capaz
de mover mar e montanha
vira o mundo pelo avesso
quando a saudade medonha
se apossa de mim, me toma
feito um grileiro, um carrasco
me abate em um só segundo
ou se deito pra dormir
não te vendo junto a mim
dou mil voltas pelo mundo.
Meu amor por te é tanto
que quando eu não mais te amar
vou te prender em meu peito
para sempre me lembrar
pra quando estiver bem triste
quando eu quiser me matar
desabotoar o peito
e teu conselho escutar.
Sem ti por perto de mim
tenho fadiga, cansaço
nem me imagino sem ti
sem teu colo, sem teus braços.
Sou impossibilitado
de compor a oração
seja presente ou passado
na voz da reflexão
na pessoa do sujeito
da consumação do ato
mas sabe Deus, meu sentir
é pro mundo um aparato
é um grito sem zoada
de cada um pensador
estrondando ante séculos
qual a voz do criador
que a vida é muito mais bela
até a morte é singela
se revestida de amor.
ADICIONE SEUS COMETÁRIOS!
um pouco de eternidade
um canto, um riso, um sossego
um segredo, vaidade
um quê de quê de tão belo
um sentimento sincero
calmaria, tempestade.
Se esse amor não é capaz
de mover mar e montanha
vira o mundo pelo avesso
quando a saudade medonha
se apossa de mim, me toma
feito um grileiro, um carrasco
me abate em um só segundo
ou se deito pra dormir
não te vendo junto a mim
dou mil voltas pelo mundo.
Meu amor por te é tanto
que quando eu não mais te amar
vou te prender em meu peito
para sempre me lembrar
pra quando estiver bem triste
quando eu quiser me matar
desabotoar o peito
e teu conselho escutar.
Sem ti por perto de mim
tenho fadiga, cansaço
nem me imagino sem ti
sem teu colo, sem teus braços.
Sou impossibilitado
de compor a oração
seja presente ou passado
na voz da reflexão
na pessoa do sujeito
da consumação do ato
mas sabe Deus, meu sentir
é pro mundo um aparato
é um grito sem zoada
de cada um pensador
estrondando ante séculos
qual a voz do criador
que a vida é muito mais bela
até a morte é singela
se revestida de amor.
ADICIONE SEUS COMETÁRIOS!
domingo, 28 de janeiro de 2007
MEUS ERROS
Se você cismar de que eu estou errado.
Se por uma hipótese isso acontecer,
olhe nos meus olhos!
Eles lhe dirão
o que me dizer.
Saiba, porém, que no meu caminhar
estou sempre convicto da minha certeza
pois todos os meus medos são desassossegos,
e todos os meus rumos rumam ao meu enredo.
E se eu errar. Se isso lhe parecer!
Devo estar certo desse erro meu
e terei por certo um certo apogeu
um álibe
uma crença
um plano de emergência
talvez uma lição - nunca um tormento!
ao final, o livre som do pensamento.
Clemilton Barros
QUAIS SÃO SEUS COMENTÁRIOS?
EU, A SARA E A LUA
Às vezes dou por mim feito assim tão menino
inventando de inventar um mundo
onde um sorriso é algo mais profundo
que as profundezas da imaginação.
Inventando de inventar a lua
de enfeitar a rua
de criar a noite
e de fazer a noite atravessar o dia
só pra te ver dormir!
Então como a querer conhecer mais da vida
percebo que ainda
tenho muito... tanto!
Muito, muito... ainda
muito o que aprender.
E sou tão mais preciso
imitando o teu riso
sentindo o teu sentir.
E é tomando a tua dor
que vou descobrir
o quanto somos um.
Tenho tanto medo de te ver crescida
medo que a vida
não te ofereça
o que eu quero te dar.
Aí invento
de inventar o céu
e vamos dando um nome a cada estrela....
E te imagino sempre tão menina
sempre assim tão minha
sempre a perguntar:
porque São Jorge não desce da lua
e vem ele e a lua
enfeitar a rua
e com a gente brincar?
Para a minha princesa SARA e todas as princezinhas do mundo.
Clemilton Barros
O QUE ACHOU DO TEXTO?
inventando de inventar um mundo
onde um sorriso é algo mais profundo
que as profundezas da imaginação.
Inventando de inventar a lua
de enfeitar a rua
de criar a noite
e de fazer a noite atravessar o dia
só pra te ver dormir!
Então como a querer conhecer mais da vida
percebo que ainda
tenho muito... tanto!
Muito, muito... ainda
muito o que aprender.
E sou tão mais preciso
imitando o teu riso
sentindo o teu sentir.
E é tomando a tua dor
que vou descobrir
o quanto somos um.
Tenho tanto medo de te ver crescida
medo que a vida
não te ofereça
o que eu quero te dar.
Aí invento
de inventar o céu
e vamos dando um nome a cada estrela....
E te imagino sempre tão menina
sempre assim tão minha
sempre a perguntar:
porque São Jorge não desce da lua
e vem ele e a lua
enfeitar a rua
e com a gente brincar?
Para a minha princesa SARA e todas as princezinhas do mundo.
Clemilton Barros
O QUE ACHOU DO TEXTO?
sábado, 27 de janeiro de 2007
SENSAÇÕES
Tu te vais e tudo volta ao que era.
A sala, a cozinha, a janela...
Até o horizonte policromado de fim de tarde
recebe uma nuvem triste, escurecida.
A tua ausência é meio que surreal.
Até quase chamo por ti em certos momentos
Sussurro baixinho como a querer te segredar
e aí me dou conta de que já te foste.
Acho que estás e não estás ao mesmo tempo
porquanto até quase chego a te tocar
e o meu suspiro se abafa para que não acordes.
É um misto de impressões de ótica e tato.
E tudo volta ao estado anterior. Tudo.
A pele fria, os olhos úmidos, a voz calada...
Mas não estou só. A alma não está vazia.
Cada pensar meu passa necessariamente pela tua aprovação.
Clemilton Barros
BSB, 16/01/2007
O QUE VOCÊ SUGERE QUANTO AO TEXTO?
A sala, a cozinha, a janela...
Até o horizonte policromado de fim de tarde
recebe uma nuvem triste, escurecida.
A tua ausência é meio que surreal.
Até quase chamo por ti em certos momentos
Sussurro baixinho como a querer te segredar
e aí me dou conta de que já te foste.
Acho que estás e não estás ao mesmo tempo
porquanto até quase chego a te tocar
e o meu suspiro se abafa para que não acordes.
É um misto de impressões de ótica e tato.
E tudo volta ao estado anterior. Tudo.
A pele fria, os olhos úmidos, a voz calada...
Mas não estou só. A alma não está vazia.
Cada pensar meu passa necessariamente pela tua aprovação.
Clemilton Barros
BSB, 16/01/2007
O QUE VOCÊ SUGERE QUANTO AO TEXTO?
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
À tua Espera
À tua Espera
Ainda estou a posto. Em riste!
E aqui fico a esperar por ti
exatamente onde me deixaste
a olhar teu vulto.
Finco meu estandarte na calçada do teu coração
E rogo, imploro, desespero-me...
_ cansa-me por demais a tua ausência.
mas me bastam as nossas probabilidades.
E aciono o botão da minha alma
ao prazer de viver tuas lembranças
o teu dizer de mim, o meu sentir...
como a haurir cada gesto, cada instante.
Estarei, pois, a posto, em riste,
até que um dia o teu olhar me encontre
e verás meus olhos, doidos, à espreita
a ti perseguir por entre os transeuntes.
Clemilton Barros Brasília, 19/01/2007
COMENTE!
Ainda estou a posto. Em riste!
E aqui fico a esperar por ti
exatamente onde me deixaste
a olhar teu vulto.
Finco meu estandarte na calçada do teu coração
E rogo, imploro, desespero-me...
_ cansa-me por demais a tua ausência.
mas me bastam as nossas probabilidades.
E aciono o botão da minha alma
ao prazer de viver tuas lembranças
o teu dizer de mim, o meu sentir...
como a haurir cada gesto, cada instante.
Estarei, pois, a posto, em riste,
até que um dia o teu olhar me encontre
e verás meus olhos, doidos, à espreita
a ti perseguir por entre os transeuntes.
Clemilton Barros Brasília, 19/01/2007
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